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09/06/2010

Método para detecção do câncer de mama

Nos últimos dias, correu a notícia que Elba Ramalho havia retirado um nódulo de 5 mm no seio. O diagnóstico, feito precocemente, fez a diferença no caso da cantora.

O câncer de mama assusta pela alta frequência com que ocorre no mundo inteiro. Todos os anos, a doença atinge 22% dos novos casos em mulheres. Além das dores e do sofrimento psicológico, quem tem essa enfermidade também enfrenta métodos desconfortáveis para que o diagnóstico seja possível, como as biópsias.

Mas isso pode mudar em breve, graças a um novo tratamento que promete revolucionar a detecção do câncer de mama, chamado tomossíntese. Trata-se de uma mamografia em três dimensões. O equipamento utilizado no exame, semelhante ao mamógrafo digital, possui a capacidade de capturar várias imagens bidimensionais da mama durante o deslocamento do tubo de raios-x.

Depois, com a ajuda de um computador, é possível reconstruir imagens de toda a mama com espessura de um milímetro. "Com isso, há melhor definição das bordas das lesões (fator fundamental para a definição de seu aspecto benigno ou maligno), melhor detecção de lesões sutis (que não vão ser mascaradas por outras estruturas normais), e excelente localização espacial, pois saberemos em qual plano a lesão é detectada", explica Aron Belfer, médico radiologista do "Centro de Diagnósticos Brasil" (CDB), unidade Premium.

A nova técnica aumenta em cerca de 15% a possibilidade de detecção do câncer da mama em comparação com mamografia digital isolada. Outra vantagem é a diminuição do sofrimento das pacientes que não têm o câncer, mas somente nódulos suspeitos. Isso porque a tomossíntese trará aumento da sensibilidade e especificidade do exame. Assim, será mais fácil detectar também os tumores menores, tratá-los precocemente e melhorar a qualidade de vida de quem está com câncer de mama. "Além disso, tumores menores permitem o uso de cirurgias menos mutilantes e um menor custo no tratamento", diz o médico.

A tomossíntese promete diminuir também outros riscos. "O equipamento tem aprovação da ANVISA e as doses de radiação são semelhantes às do mamógrafo digital. Como é reduzido o número de ‘recall’ (repetições), a paciente é submetida a uma dose menor ainda de radiação", comemora Aron.

O novo método está disponível a partir deste mês na unidade Premium do CDB, em São Paulo, e poderá ser utilizado por outras instituições devido à sua apresentação na "Jornada Paulista de Radiologia", que aconteceu entre os dias 29 de abril e 2 de maio de 2010. A feira é considerada o principal evento de Diagnóstico por Imagem da América Latina e o quarto maior do mundo.
Novidades para detecção e combate ao câncer de mama são muito bem-vindos no Brasil, já que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 49.240 novos casos dessa doença em nosso país, só em 2010.

 

Fonte: Terra/Sáude


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